sexta-feira, 29 de outubro de 2010
bar
então, me vê uma dose de amor próprio e fecha a conta, por favor?
Obrigada!
A semana que durou um mês
segunda-feira, acorda cedo, vai pra cidade cinza. Trabalha, estuda, estuda, estuda, pensa nele, estuda até às 5.
terça-feira, telefone tocando, “Você está bem?”, está atrasada. Corre, corre, corre, trabalha, trabalha, trabalha, estuda, estuda até às 2.
quarta-feira, acorda de madrugada, banho, corre, corre, fusca não pega, chama o táxi?, o fusca pegou!, acelera, morre, acelera, morre, se perde, se acha, faz testes, se apresenta, corre, corre, trabalha, trabalha, estuda, estuda, assiste teatro amador, fala com ele, estuda, estuda até às 2.
quinta-feira, acorda de madrugada, corre pro metro, entra no carro – no banco do motorista, faz a volta no quarteirão, faz balisa, é aprovada (alegria mode on), liga pra ele, trabalha, trabalha, dorme, estuda, faz seminário, estuda, estuda até às 2.
sexta-feira, trabalha, trabalha, trabalha, dá aula, faz prova, estuda, estuda, estuda, estuda, zZzZzZz...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
o tempo que o tempo tem
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
não vá embora
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
domingo, 24 de outubro de 2010
O teu riso
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda
amandita
2 xícaras de responsabilidade
1 sorriso incontido
2 colheres de carinho
1 pitada de timidez
Coloque com cuidado no coração. e deixe crescer lá.
hi
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
pílula do dia
terça-feira, 19 de outubro de 2010
é paulistana?
atrasada pro trabalho,
sai correndo do metro,
fone no ouvido, bolsa no ombro, jornal em uma mão, café na outra.
é paulistana?
tuesday
Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira
Ela é discreta e cultua bons livros
E ama os animais, tá ligado eu sou o bicho
Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira
Traçar um rumo novo em direção ao sol
Me sinto muito bem
Quando vejo o pôr do sol
Só pra fazer nascer a lua
