quinta-feira, 11 de novembro de 2010

seleção paz e amor

Era a terceira vez que iria até a consultoria para participar de um processo seletivo para aquela editora. Três vezes em um ano e meio. E sempre começando do zero.
Nas vezes anteriores, tentara passar a imagem de uma profissional, uma aposta certeira, uma estagiária-to-be competente.
Não deu certo.
Agora, ela resolvera mudar a tática.

Chegou no horário marcado, afinal, certas princípios serão sempre os mesmos.
Vestia a saia florida, azul e preta, comprida até os pés. Era a libertação feita de tecido.
Um colar de sementes de melancia, uma rasteirinha de couro sintético, uma blusa branca de algodão e os cachos ajeitados com um headband.
Na bolsa, com desenho de flamingos, trazia 12 margaridas brancas.

Estava assim, toda paz e amor.

Atraiu o olhar confuso da consultora e a curiosidade dos outros candidatos. O que ela estava pensando?

Distribuíram as provas de lógica, inglês e português; as mesmas de 6 meses atrás.

Quando chegou a hora da apresentação em grupo, fez questão de ser a primeira.
Levantou-se e dirigiu-se ao meio da sala, onde começou seu discurso.

[Continua... ou não]

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