quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

74. 2008

Bom Dia!
Mais um ano que começa, um ano que promete...
Promete muitas realizações, muito conhecimento, muitas alegrias, muito trabalho. Amém.

Espero que tenham passado bem o Natal e a virada de ano.
Como o primeiro post do ano, quero compartilhar um acontecimento...

Não faz mais do que 15 minutos, passou um senhor na minha porta. Mãos castigadas, cabelos ralos, pele morena do Sol, roupas simples e um tanto velhas, mas ainda com um brilho nos olhos.
Carregava nas costas uma enxada e na mão uma faquinha.
Parou em frente à janela, e, animadamente, me chamou.
Fui ver o que ele queria, e ele me perguntou se podia arrancar os matos da calçada, por uns trocados, pra ajudá-lo. Um nó surgiu na minha garganta.
Falei pra ele aguardar por um momento e fui perguntar para o meu pai/chefe, que me disse que era melhor não, pois a calçada do escritório é cheia de pequenos paralelepípedos, que poderiam sair ao tirar a grama. No entanto, não iríamos deixar aquele senhor sair dali sem nada, então pegamos algumas notas e demos para ele.
Expliquei que não precisava arrancar, pois a casa era alugada e o dono nos havia dito que passaria veneno, para o mato morrer.
Ele agradeceu e foi para a próxima casa.

É de cortar o coração, e eu não falo da boca pra fora.
Mundo injusto esse.
Tenho certeza que ele trabalhou duro a vida inteira [caso contrário não estaria trabalhando agora, mas estaria simplesmente pedindo dinheiro, sem nenhum trabalho em troca], e ainda hoje, na idade em que se encontra, tem que sair de porta em porta, debaixo de um sol quente, buscando dinheiro para sobreviver.

Diante desse quadro, eu pergunto: Você, que ri quando conto meus planos políticos, ainda acha que não vale a pena tentar melhorar essa cidade, esse estado, esse país? Não é por mim, muito menos por você; é por essas pessoas, que merecem, no mínimo, um descanso no fim da vida.

Não estou falando que trabalhar é uma coisa ruim. Já diziam há muito tempo que “o trabalho dignifica o homem” [sobre o que eu ainda tenho os meus questionamentos], mas existem trabalhos e trabalhos.
Trabalhar, na minha concepção, é uma atividade que te acrescenta algo, uma experiência, um conhecimento.
E o único conhecimento que essa atividade vai acrescentar à esse senhor, é de que a vida é dura.
Fico esperando, caso alguém queira responder. Pontos de vista são úteis.

Abraço.
P.S.:




2 comentários:

Anônimo disse...

Então você tem muito que amadurecer ainda, criança.

Palavras bonitas, mas pensamentos de um adolescente que vê o mundo colorido.

A vida não transcorre apenas por aquele que bate a sua porta, ou pela notável experiência adquirida no trabalho.

A resolução do problema, sim, seria algo notável.

Encare o mundo como ele realmente é, não como o tem.

Não digo isso no intuito de ofensa

Anônimo disse...

Se o conselho é considerado sábio, deveria vir "jurado e sacramentado"!
Anônimo: adj (gr anónymos)
1 Sem nome, ou que o não declara
2 Sem denominação
sm 1 Indivíduo que não assina o que escreve.
2 Indivíduo obscuro, sem renome.

Enfim, já que a dona do post deu a "cara pra bater" e escreveu (sabiamente) o que pensa e sente porque não comentar no mesmo nível?