sábado, 8 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Eu quero...

Eu quero aquele sorriso sincero.
Aquele abraço do tamanho do mundo, com ombros onde eu me encaixo perfeitamente.
Aqueles olhos brilhantes, que fazem os meus brilharem.
Quero acordar de manhã, olhar pro lado e te ver.
Descobrir que dormimos abraçados e eu tive bons sonhos.
Preparar o seu café, ouvir sua risada.
Quero arrumar o nó da sua gravata, passar a mão no seu cabelo, te dar um beijo de até logo.
Passar o dia pensando em você e saber que você está pensando em mim.
Tirar fotos e fotos num domingo no parque.
Comer açaí num sábado de noite.
Jantar e assistir filmes.
Sair e namorar.
Ficar e se abraçar.
Amar e sempre amar.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Reproduza! =D

terça-feira, 19 de agosto de 2008


Could you colour my world?

terça-feira, 10 de junho de 2008

93. Revirando o baú.

So, tell me: Você acredita em coincidências?
Do tipo.. de repente, você tem aquela vontade louca de conversar com alguém dos "velhos tempos", mas não tem uma única alma virtual no msn.

Sim, estou no meu momento nostálgico, saudosista. Como sempre fui.
Sim, tenho um culto ao passado, adoro lembrar das coisas, rever pessoas.
Não que eu negue o futuro, não viva o presente.
Mas, sendo o passado um componente fundamental do que nós somos hoje, não vejo porque guardá-lo a sete chaves.

Neste último sábado, teve reunião de ex-alunos na minha escola do coração.
Passei 10 anos da minha vida lá, numa época que coisas como emprego, dinheiro, política e faculdade não me preocupavam nadinha. A escola era grande, as pessoas eram ótimas. Boa parte dos meus valores foram fundamentados lá.
Infelizmente, não pude ir.
Mas ver as fotos depois só trouxe de volta aquela saudade que eu transbordava em lágrimas no último dia de aula.

Eu penso: Será que também vou sentir essa saudade depois da Cásper?

Ok, fios soltos pra amarrar depois:
*Dizem que você forma a sua família no Ensino Médio.
*Eu nunca fui a menina popular que tem zilhões de amigos, mas os que eu tenho são os melhores. [e me assusta quando isso tá escrito naquelas coisas tipo: a mulher de peixes - sim, eu leio]
Bom, eu discordo. Eu comecei a formar a minha família no Ensino Fundamental, e creio que ainda estou agregando novos membros :] haha

Aaah, anyway.
Preciso ir fazer o jantar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

92. Whining

When you are a baby, most of your problems can be solved with some tears. But when you grow, don’t matter how hard you cry, you will still be alone.
So, here I am with my laptop. I can have a whole virtual world but not even a little piece of a real hug. ‘Cause I am alone.
Sometimes I ask myself if I am being just a whining child with no reason to complain, but again: there is no one to answer.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

91. (empty)

Enquanto o barulho do salto dos sapatos ritimavam os meus passos e a chuva caía melodiosamente sobre a minha sombrinha, eu não conseguia parar de pensar que a verdade é que I’ve been sad. Tão triste que eu choraria por nada, embora nada tenha conseguido me fazer chorar. Eu visto as minhas fantasias. Minha calça preta, social, do tipo que não é a primeira opção no guarda roupa. O cabelo preso comportadamente numa presilha. Eu chego à porta e, com a coragem que eu consigo juntar, visto um sorriso e bato. O verdadeiro eu, no momento? Tá de pijama, embolada na cama sem vontade de sair, com quilos de chocolate e toneladas de frases não ditas. De menina, eu só tenho a cara. E não é por muito tempo. Tempo. Passa enquanto eu escrevo. “O problema de começar cedo, é se desiludir com a profissão”. Oh really? Desilusão é olhar pela janela.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

90. Eu quero_I

Eu quero.

Eu quero construir uma cidade, com um jardim no meio [uma Igreja do lado], onde todos iriam após o jantar, levariam suas cadeiras de praia debaixo do braço e se sentariam com os vizinhos amigos para conversar. Não haveria fofoca. Apenas conversa. Uma cidade sem prédios, que é pra não entulhar, não atrapalhar os passarinhos, não intimidar as nuvens. Uma cidade com microônibus. Talvez um trem. Poucos carros. Algumas bicicletas. Nenhuma moto. Na esquina, o tio do cachorro quente.

Quero acordar às sete, tomar um banho revigorante, um café feito no capricho. Abrir a cortina florida e ver a cidade acordando. Descer para a loja... de artesanato. Sentar atrás do balcão pra pintar. Ouvir o sino da porta anunciando os apreciadores dos meus passatempos. Minhas mãos têm pequenos respingos coloridos de tinta, alegres. Na hora do almoço? Vou pro restaurante no jardim, almoçar com os amigos, com a família e com o marido. Futuramente? Vou pra casa preparar o almoço das crianças. A lojinha me espera, com uma placa artesanal que diz “volto logo”. E eu volto.

De noite? Aaah, ela é uma criança. Tem dia que tem cinema, ou teatro, ou apresentação das crianças na praça, desfile na rua; jantar para os pais, namoro na cama, filme na sala. O humor dita a regra.

O dicionário da biblioteca é bem mais fino. Não tem coisas como: violência, amanhã, pressa, economia, briga, traição, ganância, egoísmo.

Para ir morar lá? Coloque Deus no seu coração e escolha a sua casa. Largue tudo pra trás: o emprego enlouquecedor, o caos do trânsito, o acesso rápido. A globalização é um conceito distante, de uma época doentia. Você quer conhecer o mundo? Vá e conheça, aprenda, não deixe os outros aprenderem por você.

Nada de ficar entediado. A cidade é tranqüila, não parada. E por tranqüila, eu quero dizer livre de preocupações. Não me entenda mal, a vida não é perfeita.

Mas eu diria que é bem menos complicada.

A.A. Melaré

quarta-feira, 14 de maio de 2008

89. Só com Deus.

Do lado de fora da janela eu vejo um céu cinza, que não sei se é poeira ou a tristeza traduzida em frente fria. Vejo prédios, cheios de vidas empilhadas e, se olhar pra baixo, vejo vultos de pessoas correndo, atrasadas para a vida.
Do lado de cá, o nosso sofá improvisado, uma mesa cheia de papéis. Tintas no chão, aguardando uma caixa secar para dar um pouco de cor a ela e às mãos de quem vai pintá-la.
Estou sozinha com as minhas insistentes preocupações, minha falta de vontade, as minhas lágrimas que não querem cair e só ficam encharcando meu coração.

Bem que a minha mãe me disse. Crescer dói [muito].

Não sei quantos de vocês já ouviram falar de Joseph Campbell, ele foi um estudioso norte americano de mitologia e religião comparativa e que, infelizmente, veio a falecer em 1987. Ele escreveu um livro chamado O Herói de Mil Faces, inspiração de George Lucas para a série Star Wars. Eu ainda não tive a oportunidade de lê-lo, mas assisti a um vídeo-documentário feito pelo jornalista Bill Moyers pouco tempo antes da morte de Campbell. No vídeo, eles conversam um pouco sobre a jornada do herói, que consiste basicamente no seguinte:

Herói não é somente aquela figura mística mundialmente difundida, como Hércules, por exemplo. Campbell explica que herói é todo aquele que sai de uma condição e "morre simbolicamente", para posteriormente ressuscitar e chegar a uma condição diferente, mais rica ou mais madura. O objetivo do herói é salvar um povo, uma pessoa [que pode ser ele mesmo] ou uma idéia. Ele se sacrifica por alguma coisa e passa por três estágios: a partida, a realização e o regresso.

A teoria se alonga e eu não vou gastar muito tempo com isso. É que eu cheguei à conclusão de que eu já comecei a minha jornada. Sabe, por mais dramático que isso possa parecer para os outros, eu larguei tudo o que eu mais gostava pra trás e vim pra essa selva de concreto. São 100 km de distância? Não é essa a distância que o meu coração mediu. A jornada é dolorida e o caminho de Deus é tão estreito.

De noite, quando encosto a cabeça no travesseiro e rezo, eu penso "esse não é o meu lugar, eu não pertenço a essa vida". Talvez seja algum tipo de crise do bebê no útero, se é que isso existe. Mas, ao contrário do bebê, eu não quero sair. Eu quero ficar ali. Quieta.

Os meus sonhos estão nublados. Eu não sei mais o que eu quero ou pra onde eu devo ir. E o pior, é que existem pessoas que contam comigo, que investiram em mim de todas as formas possíveis.

Só com Deus.
http://www.youtube.com/watch?v=-08YZF87OBQ

segunda-feira, 28 de abril de 2008

88. Fatos

01. Eu sou uma fumante passiva, e fumo quase que 1 hora por dia.
02. Desde que vim para cá, peguei a irritante e constante mania de morder a parte interna da boca.
03. São Paulo é uma moça que se arruma pra sair à noite, e fica linda.

87. O Poder Simbólico

São Paulo me faz chorar.
Claro que isso é só uma forma de expor as coisas, porque eu sei que não é a cidade da garoa, em si, que me faz derramar lágrimas semanais, e sim a situação que me faz estar aqui.

Enfim, descobri que os acadêmicos têm uma necessidade inexplicável de "dar nome aos bois". Existe terminologia pra t.u.d.o. Uma delas é "poder simbólico", que a Sociologia me ensinou que é o poder atribuído à uma pessoa, causa ou instituição e que faz com que ela seja respeitada (ou temida, na minha opinião). Isso acontece com todo mundo, e eu tenho certeza que vocês já tiveram contato com o tal poder.
Eu acabei de ter.

Aqui na faculdade nós temos à disposição câmeras digitais e analógicas profissionais (que são lindas, diga-se de passagem). Só que o que seria do mundo sem a burocracia? (um lugar mais feliz, provavelmente) Para pegarmos as câmeras emprestadas, precisamos da autorização de um professor ou, na ausência dele, do coordenador de curso.

O coordenador do meu curso... bom, ele é uma peça.
E eu e muitos outros alunos têm um certo medo do poder simbólico que ele tem.
Adivinha só, meus professores de fotojornalismo não estarão na faculdade na próxima semana (por causa do feriado), então eu tinha que pedir autorização pra quem?
Exatamente.
Eu respirei fundo, disse à mim mesma: Amanda, ele não morde, e fui falar com O cara.
Eu comecei com "Professor, o senhor tem um minuto? Eu preciso de um favor..." e desembuchei explicando a situação.
Ele cortou o que eu estava dizendo. O que me fez percerber que eu não estava sendo objetiva, como é esperado de uma futura jornalista.
Ok, ele assinou o meu papel e ainda completou com "não é um favor, é uma obrigação".
Agradeci e saí da sala, no que percebi que se alguem falasse comigo nos próximos dois minutos, haveria um risco enorme de eu desabar em prantos.
The man scares the wits out of me.

Bom, eu vou parar de escrever, porque preciso entregar o papel com a assinatura do temido.
Abraços e boa semana.
A.

terça-feira, 15 de abril de 2008

86. O Brasileiro

Brasileiro é um povo solidário.
Mentira.
Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade... Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária. Brasileiro é um povo alegre.
Mentira.
Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo. Brasileiro é um povo trabalhador.
Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Brasileiro é um povo honesto.
Mentira.
Já foi.
Hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora.
Mentira.
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas. O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa... O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar . Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce! Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

(Arnaldo Jabor)


quarta-feira, 9 de abril de 2008

85. Confie...


As coisas acontecem na hora certa, exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
A cada momento, agradeça a Deus.

terça-feira, 8 de abril de 2008

84. Piccadilly Circus

Li esse texto hoje, na página da Folha de S. Paulo

É lindo, pra dizer o mínimo.

Ouso dizer que até me identifico com a situação, mas isso não é algo para ser explicado aqui...

Notem a linha em laranja. Eu fico pensando que... deve ter sido bem triste escrever esse texto.

Bom... Leiam!

Beijos,

Amanda

***

O cabelo ruivo. Os olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma

Para H. L. (1965-2008)

ACONTECEU NAS vésperas de Natal. Eu deixei o colégio em Oxford, tomei um trem para Londres e cheguei na cidade pela hora do almoço. O meu vôo para Lisboa era ao final da tarde, e eu decidi, com a inevitável nostalgia da época, fazer umas compras finais. Entrei no Fortnum & Mason, um armazém junto a Piccadilly Circus, e escolhi: perfumes, chocolates, um lenço para a minha irmã. Depois pedi para embrulhar. Aguardei. E ela entrou.
O cabelo era ruivo. Os olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma. Olhei, ela olhou. Demoradamente. Nos filmes, é fácil resolver o impasse: alguém se aproxima, alguém se apresenta. A trilha sonora costuma ajudar. Mas faltam roteiristas na vida real. E eu, preso ao balcão, aguardando o meu presente, não tinha uma só frase para oferecer.
Ela passeou pelo espaço. Sem pressa, sem interesse. Depois saiu por onde entrara, devolvendo o olhar. Com um sorriso. Devolvi também, disse à moça de serviço para esquecer o papel de embrulho e o pagamento com cartão de crédito. Espalhei umas notas pelo balcão, disse um "keep the change" ("fique com o troco", como dizem nos filmes), voei pela escadaria abaixo e saí para a rua.
Piccadilly era um dilúvio de gente. Véspera de Natal, lembram? Caminhei até a esquina, procurando uma cabeça ruiva no meio da multidão. Encontrei várias. Não encontrei nenhuma. Cansado de procurar pelo quarteirão, sentei-me num banco do jardim de St. James, as malas pesando, um almoço de improviso num saco de papel. E frio, muito frio. Confirmei a hora do vôo e decidi que era hora de partir.
Sem entusiasmo. Sem ela.
O táxi parou. Entrei, murmurei "Heathrow", encostei a cabeça com um suspiro de rendição. Chovia, agora. Se não chovia, chove na minha memória. O carro começou a andar e, segundos depois, parou no primeiro semáforo. Nos filmes, esse é o momento das aparições: ele olha pela janela e encontra o que procurava.
A vida não é um filme. Mas a vida imita os filmes. Então, eu olho pela janela e encontro o que procurava. Limpo o vidro com a manga do casaco. Confirmo. Confirma-se. O cabelo ruivo. Os olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma. E ela, só, sentada na mesa de um café.
O sinal abre, o carro prepara-se para continuar. O rapaz pede ao motorista para parar. O rapaz pede ao motorista para esperar. Sai do carro, aproxima-se da vitrine do café. Ele olha para ela. Sorri. Acena. Ela olha para ele. Sorri. Acena também. Ele entra no café. O que dizer? O que não dizer? Milhares de páginas lidas e escritas, e nenhuma frase para o salvar. Ele, um cronista? Não sejam ridículos.
Ele foi ridículo. "Eu a conheço?", perguntou, o supremo clichê. Arrependeu-se da pergunta, mas era tarde. Ela ria. Ele ria com ela. "Infelizmente, não creio", respondeu-lhe. Chamava-se Hannah. "Com dois agás", disse ela, desenhando o nome no tampo da mesa com a ponta do dedo. Estava de passagem por Londres. Como ele. Compras para a família. Como ele. Volta para casa no final da tarde. Como ele. Nenhum dos dois voltou para casa naquele dia.
Sim, lembro-me de tudo. Ela também. Sentados no mesmo café, sete anos depois. De passagem. Sempre de passagem. Contamos histórias. Coisas feitas, coisas desfeitas. Alegrias. Tristezas. As pessoas que vieram. As pessoas que partiram. Fotografias dos filhos dela. "Esse é o mais novo", e aponta para um rosto de criança com o mesmo dedo com que desenhara o seu nome imaginário, numa outra vida. Eu limito-me ao comentário banal. Bonito. Parecido com a mãe. Parabéns. Mulher de sorte. E, por cada frase dita, o meu espanto cresce pela distância que existe entre o presente e o passado. Envelhecemos ambos. Mas a idade vale pouco quando é de estranheza que falamos. Dois estranhos.
A noite cai em Piccadilly. Véspera de Natal. Deixamos o café, caminhamos por entre compradores festivos e, num silêncio demasiado amargo para ser prolongado, ela pergunta, a medo: "Voltarei a ver-te? Ou só daqui a sete anos?" E ri como antigamente. Os mesmos olhos, claros e vivos, num rosto pequeno e limpo, sem traço de pintura nenhuma. Eu faço sinal para chamar um táxi, beijo-a no rosto e digo um "claro que sim" que não convence nenhum dos dois. Ela sorri. Eu entro no carro. Ela fica.
O carro volta a andar. Não pára em nenhum sinal.

(JOÃO PEREIRA COUTINHO - Folha de S. Paulo | Ilustrada)

domingo, 6 de abril de 2008

83. Andando sobre a àgua


É como se eu tivesse que sair do meu castelo, toda semana.
Tivesse que atravessar a ponte sobre a àgua.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Vivendo...


Email da Dê...

"Com a Páscoa, minha casa ficou cheia de chocolates...
Com o trabalho eu fiquei cheia de cansaço...
Com a Faculdade eu fiquei cheia de provas/trabalhos/prjetos!
Com o namoro eu to cheia de Amor!
Sem vc eu to cheia de Saudade!"

Amo! And Miss!
BeijO*

domingo, 16 de março de 2008

domingo, 9 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

79. Breve Apresentação: o prazer é todo meu!

As coisas por aqui andam meio paradas, hã? Nem sei se ainda tenho um público...
But, esse é o primeiro trabalho da faculdade, uma breve apresentação.
Me defendo do fato de não estar mais tão presente no blog diante do fato de que - mano! - It's a jungle out there.
Ainda tô procurando emprego, lugar para morar, enfim, um rumo.

Espero que gostem (o professor nos deu uma margem de 1500 caracteres).
Beijos,
Amanda



Meu nome é Amanda, tenho 18 anos e nasci em Santo André, embora tenha vivido a maior parte da minha vida em Campinas. Tenho dois irmãos mais novos: a Marina, que tem 6 anos e o Lucas, que em breve completará 9 anos. Os dois freqüentam a mesma escola que freqüentei até a 8ª série, o Instituto Adventista São Paulo, que se localiza na cidade de Hortolândia. Apesar de não seguirmos a religião, é uma ótima instituição, tanto pela formação moral, quanto pelo ensino que ministra e que, felizmente, recebi. Meus pais também tiveram um papel decisivo na construção do meu caráter. Eles me ensinaram a dar valor nas coisas e nas pessoas e a ter força de vontade e dedicação, seja qual for a situação.

Fiz um Ensino Médio Técnico em Sistemas de Informação. Foi um curso interessante, apesar de não alcançar todas as minhas expectativas. Porém, numa época em que novas tecnologias surgem a cada instante, acredito que o técnico em Informática vai me dar um bom suporte – mas é claro que é um conhecimento que tem que ser constantemente atualizado.

Para a faculdade, tenho muitas expectativas. É um ambiente novo, numa cidade nova, e espero aprender bastante. Encaro como um desafio, um incentivo para o crescimento pessoal e profissional. Acredito que a tarefa de um jornalista vai muito além da de transmitir uma informação, ela consiste em fazer com que essa informação possa resultar em algo benéfico para a sociedade. Por muitas vezes, ouvi que eu só acredito no mundo porque ainda sou jovem, e que logo a realidade baterá à minha porta e verei que o mundo não tem mais concerto. Se isso é verdade, não sei dizer, mas me recuso a acreditar. Daqui a cinco anos, não quero ser simplesmente uma jornalista, quero ser alguém que faça a diferença. Seja na esquina de casa, ou – sonho grande – no país.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Plantão Urgente Informa!

Mudança de Planos, nós vamos pra São Paulo!

77. The Pizza Delivery Guy.

Abri mão de muitas coisas nesse último ano, com o objetivo de aprender o necessário para entrar em uma faculdade, já que a escola onde fiz o Ensino Médio falhou nessa parte. Estudei, trabalhei, estudei e o ano passou num piscar de olhos.

Em alguns momentos, eu fiquei cansada. Mas uma amiga, aos poucos, me lembrou de que Deus está acima de todos nós, e nos protege e nos guia conforme a vontade dEle. Então, nesses momentos, eu parava e rezava. Rezava não para que Deus me ajudasse a passar na faculdade, mas que ele me desse forças e fizesse o que estava nos planos dEle. Que se fosse pra ficar em casa mais um e colocar as coisas em ordem, que assim fosse, mas que Ele me desse serenidade para aceitar os resultados.

E assim foi. Ontem, confirmei que a minha última esperança não se concretizou. A faculdade já encerrou as chamadas, e faltaram três pessoas na minha frente para que eu pudesse entrar. Azar? Não, é o plano de Deus. E eu não estou dizendo isso para me confortar, essa é a minha verdade.

Mas a vida continua e as postagens também, rs.
Agora, com rumo novo e determinação saindo do forno, estamos de volta.
Ainda no velho emprego, mas não por muito tempo. Se tudo der certo, novidades virão.

Frase do dia:
"Prefiro ser nerd a patricinha, pelo menos o meu patrimônio não vai embora com a idade"

Rapidinhas:
*
Em carta, Fidel Castro anuncia renúncia à presidência
Olha o Bush pulando...
*
Lula afirma que já esperava renúncia do "único mito vivo da humanidade"
Mas esse presidente sabe tuuuudo!
*
Organize a leitura para Fuvest e Unicamp
Deus ajuda quem cedo madruga!

Até mais!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

76. Colação


Para os meus amigos...

Por Nizan Guanaes*
"... Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho licença para dar alguns.

Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns que julgo valiosos.

Meu primeiro conselho: não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.

Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro.

Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro.

Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano.

O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:

- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.

E ela respondeu:

- Eu também não faço, meu filho.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensarem fortuna.

Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada.

Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.


Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: 'Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito'.

É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio.

Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história.

Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, Não dê férias a seus pés.

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'.

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados!!!.

Empresários de mesa de bar.

Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.

Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12,de 12 às 8 e mais se for preciso.

Trabalho não mata.

Ocupa o tempo.

Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.

Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos,construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe!

Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama 'SUCESSO'."

*Nizan Guanaes é publicitário e fundador da holding YPY, atual ABC, sócia das agências de propaganda DM9, África, MPM e Loducca.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

75. Direto do País da Piada Pronta!


JOSÉ SIMÃO

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
E eu não vou ser processado porque nunca chamei a Preta Gil de gorda. Ao contrário, acho que ela tem um corpinho de teen. Teen Maia! Rarará!
E o inverno veio passar o verão em São Paulo! Tá chovendo ou tão cuspindo na gente? Tão cuspindo. E deve ser algum argentino!
E casa alagada paga IPTU? Paga. Imposto Para Teto Úmido!
E hoje eu vi uma coisa incrível: um sem teto lendo a "Caras". Verdade. É que pra ele deve ser revista de ficção. Ele devia abrir a casa pra "Caras". Daria uma manchete incrível: "Sem teto abre a casa para a "Caras'".
E o pensamento carnavalesco galinhesco: "transar com uma mulher só é trair todas as outras". Por isso que acaba de sair o corno trio elétrico: atrás da minha mulher só não vai quem já morreu! Rarará!
E o Blog do Bonitão revela como o Lula cantou o parabéns no aniversário do governador do Rio: "Parabéns a você, nesta BALA PERDIDA!" Aí os cariocas reclamam. Mas a pior forma de resolver um problema é ignorar o problema! Rarará!
E os parlamentares retidos na Antártida por causa do mau tempo? Sorte nossa! O mau tempo conspira a nosso favor! E porque eles não voltam a pé? A Marcha dos Pingüins! Só que os pingüins têm dois problemas: só andam e ainda são monogâmicos!
E o Lula na televisão? "Se beber, não dirija". E ele bebe e ainda dirige o Brasil! Rarará!
E aí o homem fala para a mulher: "Por que você nunca me fala quando atinge o orgasmo?". "Porque você nunca tá em casa na hora." Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou como diz aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo hilário de antitucanês. É que na Bahia tem um bloco de terceira idade chamado Bloco da Espada Preguiçosa! Rarará! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Tirano": companheiro que não tá pondo, só tirano. Rarará. O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno. No pingolim. Pra ver se bate no teto!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

74. 2008

Bom Dia!
Mais um ano que começa, um ano que promete...
Promete muitas realizações, muito conhecimento, muitas alegrias, muito trabalho. Amém.

Espero que tenham passado bem o Natal e a virada de ano.
Como o primeiro post do ano, quero compartilhar um acontecimento...

Não faz mais do que 15 minutos, passou um senhor na minha porta. Mãos castigadas, cabelos ralos, pele morena do Sol, roupas simples e um tanto velhas, mas ainda com um brilho nos olhos.
Carregava nas costas uma enxada e na mão uma faquinha.
Parou em frente à janela, e, animadamente, me chamou.
Fui ver o que ele queria, e ele me perguntou se podia arrancar os matos da calçada, por uns trocados, pra ajudá-lo. Um nó surgiu na minha garganta.
Falei pra ele aguardar por um momento e fui perguntar para o meu pai/chefe, que me disse que era melhor não, pois a calçada do escritório é cheia de pequenos paralelepípedos, que poderiam sair ao tirar a grama. No entanto, não iríamos deixar aquele senhor sair dali sem nada, então pegamos algumas notas e demos para ele.
Expliquei que não precisava arrancar, pois a casa era alugada e o dono nos havia dito que passaria veneno, para o mato morrer.
Ele agradeceu e foi para a próxima casa.

É de cortar o coração, e eu não falo da boca pra fora.
Mundo injusto esse.
Tenho certeza que ele trabalhou duro a vida inteira [caso contrário não estaria trabalhando agora, mas estaria simplesmente pedindo dinheiro, sem nenhum trabalho em troca], e ainda hoje, na idade em que se encontra, tem que sair de porta em porta, debaixo de um sol quente, buscando dinheiro para sobreviver.

Diante desse quadro, eu pergunto: Você, que ri quando conto meus planos políticos, ainda acha que não vale a pena tentar melhorar essa cidade, esse estado, esse país? Não é por mim, muito menos por você; é por essas pessoas, que merecem, no mínimo, um descanso no fim da vida.

Não estou falando que trabalhar é uma coisa ruim. Já diziam há muito tempo que “o trabalho dignifica o homem” [sobre o que eu ainda tenho os meus questionamentos], mas existem trabalhos e trabalhos.
Trabalhar, na minha concepção, é uma atividade que te acrescenta algo, uma experiência, um conhecimento.
E o único conhecimento que essa atividade vai acrescentar à esse senhor, é de que a vida é dura.
Fico esperando, caso alguém queira responder. Pontos de vista são úteis.

Abraço.
P.S.: