
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
terça-feira, 21 de agosto de 2007
51. Accidentally In Love
Você sente o coração disparar
As mãos tremerem
Sente seu rosto queimar e ficar vermelho
A boca se abre num sorriso
E a voz sai trêmula
1 hora
1 minuto
1 segundo
Não importa o tempo,
Que se arrasta quando longe
E voa quando perto,
O que importa é a presença, o contato.
Quando os braços se encostam sem querer e os corpos trocam calor.
Quando os olhos se encontram, e o frio percorre a espinha.
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Defina amor pra mim.
É uma coisa estranha, diga-se de passagem, que eu acho que nunca senti verdadeiramente, na verdade, acho que poucos já sentiram.
E, por isso, todos andam pelo mundo procurando esse tal sentimento.
Já perdi a conta de quantas pessoas eu conheço que confundiram paixão, rolo, namoro, ficada com amor.
Eu acho que é algo muito maior, e, portanto, difícil de identificar.
Mas o que eu tô escrevendo, não é mesmo? Se eu tô apaixonada? Bom, pra explicar, eu teria que entrar em outras particularidades, que creio não fazer parte do interesse de ninguém.
Mas qualquer dia a gente senta e conversa, tomando Muppy, café ou (como diria o Macaco Simão) pingando um colírio alucinógeno, porque agora eu preciso voltar pro mundo de cá.
domingo, 19 de agosto de 2007
50. O substantivo e o artigo.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre
parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se
insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois
gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta dela inteira.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do
edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se
entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas:
enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
49. Deus escreve certo por linhas tortas
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Às vezes as coisas simplesmente não acontecem como você queria.
Aceitar -> Esperar -> Crer -> Confiar
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Life is short!
Break the rules!
Forgive quickly!
Kiss slowly!
Love truly,
Laugh uncontrollably..
And never regret anything that made you smile!
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
48. Felicidade!
domingo, 5 de agosto de 2007
47. Faz de conta que...

Quantas vezes, quando criança, você já não disse "Faz de que conta que... "
"que eu era um super-herói que prendia os bandidos"
"que eu era uma fada que vivia disfarçada entre os humanos"
"que eu sou um soldado, e essa caixa é o nosso forte"
E por aí vai...
O problema é que os meus tempos de faz de conta acabaram, entende? Agora tudo é muito real, e aquele que se atrave a ignorar isso por alguns segundos, corre o risco de parar no abismo do mundo.
"Faz de conta que eu passei no vestibular"
"Faz de conta que dinheiro não é importante"
"Faz de conta que não temos que trabalhar, e podemos passar todos os dias com nossos amigos e parentes nos divertindo"
Eu tenho consciência que isso seria extremamente perigoso...
Consegue imaginar Hitler falando: "Faz de conta que o mundo inteiro é Alemão"? E daí... Pãf! Ou então Bush: "Faz de conta que o mundo é meu ... Mmmuhaahhuh"
Ok, devaneios à parte, eu só queria que o mundo não fosse tão exigente.
Porque, sem notarmos, passamos a viver pra trabalhar, e não trabalhar pra viver... e maaaanuuu, isso cansa!
É como dizem:
"Não diga à Deus o tamanho dos seus problemas, Diga aos seus problemas o tamanho do seu Deus!"
Bom, e agora, se me dão licença, tenho uma redação pra fazer...
Boa semana =P ;*
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Meus Oito Anos
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d’amor !
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Casimiro de Abreu
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
46. TPM: Mito ou Fato Biológico?

Texto que recebi essa semana, num momento propício.
Homens deveriam ler, por mais comprido que seja, pra compreender.
"A TPM é uma doença que incide desde a adolescência até o climatério de 30 a 40% das mulheres, não ataca órgãos específicos, que não é detectável por exames laboratoriais ou "check-ups". Por isso, as mulheres portadoras são ridicularizadas, desvalorizadas e pré-julgadas. Todos, ao seu redor, consideram-nas exageradas, fingidoras, preguiçosas, pois justificam seus problemas profissionais e emocionais em fatos que, aos olhos alheios, são inexplicáveis, ademais, utilizam esses sintomas para infernizar a vida dos outros deliberadamente.
Causa.
De causa desconhecida apesar das inúmeras teorias para explicá-la , é o modelo típico de doença psicossomática, surgida a partir das modificações dos hábitos menstruais neste século. Pode estar relacionada às alterações bioquímicas nos níveis dos hormônios sexuais: estrogênio, progesterona, hábitos alimentares, estilo de vida ou stress .
Principais tipos de TPM
Hoje em dia são conhecidos e descritos quatro tipos principais de TPM:
Tipo A – a ansiedade e suas conseqüências, são as características principais.
Tipo C – há predominância da compulsão alimentar irresistível, principalmente, por doces e chocolate.
Tipo D – há predominância de sintomas depressivos, nos quinze dias que antecedem a vinda da menstruação.
Tipo H – ocorrência, principalmente, de inchaço nos seios (deixando as mamas extremamente dolorosas), distúrbio do sistema nervoso central causando dores de cabeça, gazes no abdomen e dores musculares nas pernas.
Sintomas.
Baixa produtividade, falta de coordenação, ansiedade, dor muscular, dor de cabeça, depressão, ganho de peso, hostilidade, instabilidade, choro fácil, esquecimento e fadiga entre os mais de 150 sintomas existentes.
O Sistema Hormonal Feminino é Cíclico
As manifestações no organismo, no comportamento e na saúde da mulher, durante seu Ciclo Mensal, são inúmeras e diferem de uma mulher para outra. A mulher possui três grandes fases hormonais ao longo do mês: Fase Folicular, Fase Lútea, se nessa fase o óvulo não for fecundado ocorre a Fase Menstrual. Apesar disto acontecer há milênios, em geral, de forma harmônica, pois a mulher vivia em casa e em função da reprodução, e sob o paradigma da cooperação com o homem. Hoje em dia ela menstrua no ambiente de trabalho e muitas vezes em viagens ou treinamentos. Isso significa que durante o mês a mulher passa por três fases distintas, cada uma com características próprias. As alterações destes ciclos podem ser facilmente detectadas e tratadas quando conscientizadas.
O Sistema Hormonal Masculino é Linear
Por outro lado, o sistema hormonal do homem é linear, ou seja, seu organismo produz e libera os hormônios de forma constante durante o mês, durante o ano, por toda sua vida. Por isso, para ele, é muito difícil compreender essa instabilidade feminina, pois não tem estas experiências, geralmente a tendência é a de desvalorizar estas características femininas, levando a um aumento do estigma feminino.
CICLO NORMAL
Fase Estrogênica
Durante um ciclo normal, a mulher na fase estrogênica apresenta uma tendência psico-ativa competitiva, pele mais brilhante, o stress é diminuído, o apetite normal e o humor mais estável.Ela está mais para cuidar de sua aparência, gosta de estar em público. No ambiente de trabalho é extrovertida, interessa-se mais pelo que acontece no mundo profissional do que no doméstico.
Fase Progesterônica
Neste período, seu comportamento pode mudar. No ambiente de trabalho fica mais cooperadora, já não se expõe tanto, fica mais restrita ao seu setor. Com a alteração das características hormonais adquire uma tendência psico-receptora cooperativa e introspectiva.
Ciclo Alterado na Fase Estrogênica
Alterações nesta ciclicidade podem gerar a Síndrome de Tensão Pré-menstrual; Fadiga Crônica feminina e Climatério descompensado.
Sugestões para viver melhor com a TPM
1- Quando você vestir as roupas que escolheu para o dia poderá notar que nada é adequado para esses dias. Até você receber os benefícios do tratamento médico, procure não usar roupas apertadas. O contato com a roupa que parece um número menor é mais um fator de stress que vai irritá-la o dia todo, pois você irá achar que começou a ganhar peso.
2- Aproveite para pesar-se e saber quanto de líquido em seu período pré-menstrual você retém. Lembre-se que ganho de peso pode ser só água e não gordura. Não entre em desespero e pânico só por líquidos retidos.
3- Nos dias de hoje, a escolha do que comer é um fator essencial. Principalmente nestes dias alterados, o que se ingere faz muita diferença. Uma dieta rica em proteínas e fibras, pobre em açúcar refinado e sal, é a ideal.
4- É preciso saber exatamente o dia do ciclo em que as alterações aparecem, para você cortar alimentos nocivos que só vão reforçar e aumentar seu mal estar.
5- Evite comidas muito salgadas ou doces em exagero, pois elas provocam retenção de líquido, ganho de peso e trazem, neste período, um desconforto físico desnecessário."
http://www.tpm.com.br/

