ela sabia. desde o dia em que aquela fagulha de felicidade percorreu a sua espinha.
- a gente pode bater um papo?
ela só queria chegar em casa e despejar as palavras naquela tela em branco, sem dar tempo para o cursor piscar.
- então...
andava na rua apressando os passos, buscando a porta de casa como quem busca um esconderijo em uma brincadeira de esconde-esconde.
- depois daquele dia, eu fiquei pensando e...
sentia o nó apertar a garganta e uma pequena poça de água salgada se formava no fundo dos seus olhos.
- o que eu estou querendo dizer é...
como pode ter sido tão estúpida novamente? já não passara por situações assim antes? por que ela não aprendera?
- eu percebi que eu tinha que escolher...
nem tinha durado tanto assim, talvez nem contasse como alguma coisa. então por que ela estava daquele jeito? tentava não piscar, para não transbordar os olhos.
- achei melhor parar agora...
queria ligar pra ele e falar tudo o que não conseguira processar nos cinco minutos da notificação. talvez fosse melhor não. qual é o protocolo pra essas situações?
- eu estou a um passo de um namoro.
era melhor ele não saber. não saber que ela tinha ficado triste. que ela o queria. e que ele tinha criado mais uma história com um fim sem começo.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
m
se pegou rindo sozinha, com um sorriso bobo no rosto, lembrando da noite passada. sentiu um calafrio percorrer a espinha. aquele medo de estar de feliz.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
improvável
porque amigos aparecem na sua vida das maneiras mais inusitadas possíveis. incluindo processos seletivos.
--
Andar de bicicleta.
Amarrar os sapatos.
Dar o primeiro beijo.
Decorar a tabuada.
Entender equações de primeiro grau.
Dirigir.
Transações bancárias.
Anexar imagens.
Fazer stencil.
Consolar uma pessoa chorando.
Passar no vestibular.
Passar no vestibular.
Arrumar um emprego.
Notas fiscais.
Imposto de renda.
Miojo.
Arroz.
Gripe.
Dor de barriga.
Fazer a barba.
Perder.
Engolir sapos.
Compreender.
Taí uma breve lista de coisas que você com certeza não nasceu sabendo. Arrisco dizer sem medo de errar que a maioria delas não foi fácil e exigiu esforço. Conforme vamos passando de fase na vida, os problemas são maiores e as adversidades mais severas. Existem cosias que nós simplesmente ainda não aprendemos como fazer. E vamos fazer o que? Nos acovardar, nos esconder?
Sei lá, eu prefiro admitir que são coisas que eu simplesmente não vivi ainda, não sei. Quero tentar coisas novas, buscar soluções, pesquisar, perguntar e tentar, mil vezes se preciso. Claro, sem nunca negar que isso doi, magoa e nos deixa triste.
Lembra quando vc encarou seu tenis, lá pro 4 anos e pensou: como eu amarro essa coisa? Pois é, acontece que a dificuldade aumenta, mas essencialmente, os problemas não passam de sapatos, que ainda não aprendemos a amarrar.
Caroline Pereira
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Andar de bicicleta.
Amarrar os sapatos.
Dar o primeiro beijo.
Decorar a tabuada.
Entender equações de primeiro grau.
Dirigir.
Transações bancárias.
Anexar imagens.
Fazer stencil.
Consolar uma pessoa chorando.
Passar no vestibular.
Passar no vestibular.
Arrumar um emprego.
Notas fiscais.
Imposto de renda.
Miojo.
Arroz.
Gripe.
Dor de barriga.
Fazer a barba.
Perder.
Engolir sapos.
Compreender.
Taí uma breve lista de coisas que você com certeza não nasceu sabendo. Arrisco dizer sem medo de errar que a maioria delas não foi fácil e exigiu esforço. Conforme vamos passando de fase na vida, os problemas são maiores e as adversidades mais severas. Existem cosias que nós simplesmente ainda não aprendemos como fazer. E vamos fazer o que? Nos acovardar, nos esconder?
Sei lá, eu prefiro admitir que são coisas que eu simplesmente não vivi ainda, não sei. Quero tentar coisas novas, buscar soluções, pesquisar, perguntar e tentar, mil vezes se preciso. Claro, sem nunca negar que isso doi, magoa e nos deixa triste.
Lembra quando vc encarou seu tenis, lá pro 4 anos e pensou: como eu amarro essa coisa? Pois é, acontece que a dificuldade aumenta, mas essencialmente, os problemas não passam de sapatos, que ainda não aprendemos a amarrar.
Caroline Pereira
terça-feira, 20 de setembro de 2011
kafka
...escrever significa abrir-se em demasia. Por isso não há nunca suficiente solidão ao redor de quem escreve; jamais o silêncio em torno de quem escreve será excessivo e a própria noite não tem bastante duração.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
letra.
- Anônimo disse...
- A. Incrivelmente doce, olhar compenetrado como se absorvesse cada movimento, suspiro ou reflexo. Na primeira noite suprimiu o formato oscilante de seus cabelos. Ia tomando forma no coração lógico do rapaz, nem mesmo ele havia notado. Apesar da ausência física manteve-me à margem visualizando seus feitos criativos onde brotam inspirações de um "ses", "poderiam", "talvezes". Uma noite, na parede, fugi, talvez de mim mesmo, e a deixei sem mais dizeres deixando no ar uma idéia, uma chance, uma névoa ou apenas mais um pouquinho de nada.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
desafios diários:
1) escolher uma roupa para trabalhar que não te faça passar frio nem calor;
2) decidir o que fazer com o seu cabelo e a personalidade própria dele;
3) se equilibrar em cima do salto, mesmo quando suas pernas não têm força nem pra ficar em pé debaixo do chuveiro;
4) andar pelas calçadas esburacadas de São Paulo sem torcer o pé e cair;
5) ficar linda e perfumada até o fim do dia;
2) decidir o que fazer com o seu cabelo e a personalidade própria dele;
3) se equilibrar em cima do salto, mesmo quando suas pernas não têm força nem pra ficar em pé debaixo do chuveiro;
4) andar pelas calçadas esburacadas de São Paulo sem torcer o pé e cair;
5) ficar linda e perfumada até o fim do dia;
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